14 de fevereiro de 2011

negro leito

negro leito


lascivo vem decorrendo
pelos momentos do meu inquieto sono
saubitamente desperto a alma impura
condenada pela solidão infame

são os olhos do medo que se prendem
no vazio das lembranças intactas do choro
imundas, sujas, incrivelmente malditas
e simplesmente se entregam pro escuro
do inerte coração virgem e decaído

"podemos ouvir o sonho"
já o canto da ilusão estampada na face
deformada pela tristeza,
e inacreditavelmente a realidade
perigosa, eliminado a todos os
frutos de pensamentos e viajens ao mundo sem fim

os lábios não mais mentem,
sonhos e poesias já morreram no último suspiro do desgosto
e só há um poeta esquecido que
vagarosamente anda de encontro ao nada,
mas ainda vive porque tudo sonhou;
junto as minhas palavras o inesquecido garoto beijara as doces feridas de ilusão e adormecera em profundo silêncio...

poema de joelma batista

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