
austero o cenho
serrados os punhos
compelido de uma ávidez lugubre
procurando
teu seio
nas palestras comunais
na doçura da boca
um féu atípico
paralizante e mordaz
as mãos tremem
pois a taverneira dorme
e a saciedade corre
a passos largos daqui
subserviente
emudeço
e a noite densa
vela a fronte que
desfalesce.
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