22 de julho de 2010

18/12/2006





austero o cenho
serrados os punhos
compelido de uma ávidez lugubre

procurando
teu seio
nas palestras comunais

na doçura da boca
um féu atípico
paralizante e mordaz

as mãos tremem
pois a taverneira dorme

e a saciedade corre
a passos largos daqui

subserviente
emudeço

e a noite densa
vela a fronte que
desfalesce.

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